Arquivo do mês: janeiro 2011

Notícia – Do fundo do quintal para os bares e casas noturnas

Eles começaram fazendo cerveja no fundo do pátio ou na cozinha de casa e descobriram que existe um filão para a bebida em escala comercial. Foi entusiasmado pela boa aceitação do produto que Micael Eckert decidiu encarar a perspectiva industrial. Hoje, comanda a produção de 10 mil litros por mês da Cerveja Coruja, tradicional em muitos bares, principalmente na Cidade Baixa, em Porto Alegre.

“Quando começamos a produção, em Teutônia, com cervejeiros da cidade, tinha na mente a lembrança de meu avô, quando morávamos em Estrela, onde ser mestre cervejeiro da Polar era tão ou mais importante do que ser engenheiro”, compara. Em 2004, as primeiras garrafas com design como de antigos frascos de remédio só eram encontradas no Zelig. Eckert lembra, no entanto, questões como a alta carga tributária, mas pondera: “Quem vai beber uma cerveja artesanal tem preocupação com sabor e qualidade e não só com preço”. Assinala que é preciso apoio, como acontece em Santa Catarina, onde a tributação é de 12,5%, sendo que 25% do que é pago no mês é descontado no seguinte.

Os irmãos Glauco e Guilherme Caon também acreditaram nesse mercado. Comandam uma microcervejaria, a Cerveja Anner, que começou a ser produzida há pouco mais de três anos. “Acabamos de alugar parte de uma antiga fábrica em Porto Alegre para ampliar a produção”, diz Guilherme, que comemora os 2 mil litros mensais. “Estamos aprendendo a cada dia”, observa. Como no caso da Coruja, a reclamação sobre a questão tributária prevalece. Para Guilherme, apesar do desejo de expandir o negócio, a comercialização ainda é um desafio. “O mercado mundial de cervejas já chegou a 3% para as artesanais que, nos próximos anos, devem alcançar até 10%, mas para isso é preciso incentivo.”

Fonte: Correio do Povo (http://www.correiodopovo.com.br)

1 comentário

Arquivado em Artesanal, Nacional, Notícia

Trappistes Rochefort 6

Se tem como definir essa cerveja, diríamos COMPLEXA.

Produzida no monastério Abbaye Notre-Dame de Saint-Remy. Um corpo ambar turvo, uma espuma bege e densa inicialmente, mas pouco duradoura. No paladar marca pelo final caramelado e seco. É a mais leve da família (ainda não degustamos as irmãs 8 e 10), com teor alcoólico de 7,5% ABV, apresenta uma boa drinkability.

Como a família La Trappe, possui o selo de autenticidade trapista.

Nota dos colaboradores: 9

Preço médio: R$30,00 à R$35,00

3 Comentários

Arquivado em Ale, Importada

Rogue American Amber Ale

Esta é uma cerveja que já vale a pena somente pela garrafa. O rótulo é impresso diretamente na garrafa, e a arte remete aos anos 60/70, com características do estilo em voga nos Estados Unidos daquela época. Muito simples mas muito eficaz. A cervejaria começou em 1988 como uma Brewery and Pub, em Ashland, Oregon. Atualmente produz mais de 45 tipos de cerveja, todas do tipo Ale. Além disso, eles possuem uma fazenda de lúpulo própria! Veja um vídeo do processo do lúpulo na Fazenda Rogue aqui.

Apresenta o líquido de cor âmbar acobreada, um pouco turvo, espuma de boa formação. Aroma caramelado com tendencias herbais. Tem um amargor marcante devido sua grande adição de lupulo. Uma boa representação da escola americana.

Nota: 8,5

Preço médio: de R$44,00 a R$50,00

Deixe um comentário

Arquivado em Ale, Importada

Notícia – Cerveja artesanal conquista espaço no mercado gaúcho

Até algum tempo atrás, a arte de fazer cerveja em casa não passava de hobby. Hoje, a iniciativa é fonte de renda para pequenos empreendedores que descobriram um potencial mercado em expansão. A prova está no aumento do número de filiados à Associação dos Cervejeiros Artesanais do Rio Grande do Sul (Acerva Gaúcha). Além disso, outra entidade foi criada para aqueles que decidiram empreender na área. Na Associação Gaúcha das Microcervejarias (AGM), jovens empresários dinamizam o mercado, buscando opções para melhor produzir e distribuir.

Para o presidente da Acerva Gaúcha, Pedro Gitzler, embora o processo de produção artesanal não tenha incorporado o aspecto comercial, essa atividade também tem a perspectiva de gerar renda, uma vez que é preciso comprar equipamentos e matéria-prima. “Vimos crescer o número de cervejeiros caseiros que passam para uma ação mais industrial”, disse, destacando o sucesso conquistado por marcas gaúchas como Coruja e Anner. Gitzler observa que a tendência é de multiplicação no número de cervejeiros caseiros.

Um fator que demonstra preocupação com qualidade foi o Encontro Nacional de Cervejas Artesanais, na Capital, no início de junho. “Estamos investindo na melhoria da produção dos associados e, por isso, pela primeira vez, fizemos um concurso. Um especialista norte-americano, com certificação internacional, julgou a qualidade das cervejas artesanais feitas em todo o país e, felizmente, sem surpresa, conquistamos duas premiações”, comemorou o dirigente. O encontro nacional em Porto Alegre reuniu mais de 800 pessoas com a participação de cervejeiros e de microcervejarias.

Fonte: Correio do Povo (http://www.correiodopovo.com.br)

Deixe um comentário

Arquivado em Artesanal, Nacional, Notícia

Antares Barley Wine

Primeiramente pedimos um desconto pelo copo no qual degustamos a cerveja!! Estávamos em um albergue na belíssima Buenos Aires.

A Antares é uma cervejaria argentina, que desde 1998 vem fabricando boas cervejas em Mar del Plata. A Antares Barley Wine possui creme de média formação e duração, e paladar amargo e marcante. Um pouco desequilibrada, percebe-se a presença do alto teor alcoólico (10% ABV) logo no primeiro gole. Fugiu um pouco do clássico estilo barley wine, mas é uma boa cerveja. Bastante lupulada.

Maltes: Pilsen, Munich e Caramel
Lúpulo de Amargor: Cascade
Lúpulo de Aroma: Fuggle
Levedura: Ale Européia
(fonte: site da antares)

Foi degustada na versão garrafa 330ml, mas também é possível degustá-la como chope nos diversos pubs da cervejaria espalhados pelo país. Endereços dos pubs aqui.

Nota dos colaboradores: 7
Preço médio: $10 pesos argentinos

Deixe um comentário

Arquivado em Importada, tampa

Notícia – Brinde artesanal

Quem curte cerveja artesanal, sabe que a Abadessa é uma das melhores espécies do gênero. O líquido dourado foi batizado em homenagem à abadessa Hildergard Von Bingen, primeira mulher na Alemanha a utilizar o lúpulo para produzir cervejas, em 1067. A cervejaria que tem fábrica em Pareci Novo/RS, produz diversos estilos de cerveja, com destaque para Helles, Export e Slava.

A novidade é que seu fundador, Herbert Schumacher, recebeu dupla certificação pelo Senac/SP e escola alemã Doemens como Sommelier de Cerveja. Para comemorar o título, está sendo lançado um copo especial que eleva as cervejas ao mesmo patamar de bebidas como espumante e vinho na harmonização junto à alta gastronomia.

Prost! Um brinde à Abadessa.

Prost! Um brinde à Abadessa.

Fonte: Correio do Povo (http://www.correiodopovo.com.br/)

Deixe um comentário

Arquivado em Artesanal, Nacional, Notícia